Perfil resumido: mulher, 42 anos, usuária de entrelace (extensão capilar) havia anos, com manutenções periódicas a cada 3 meses em média.
Queixa principal: ao longo do tempo, o comprimento na região de tração do entrelace foi ficando menor a cada manutenção — um sinal que, de início, passou despercebido.
Histórico relevante: manutenções irregulares sem acompanhamento tricológico paralelo; os primeiros sinais na pele (escoriações e eritema) foram negligenciados por um período, até o quadro se agravar.
Achados da minha avaliação: eritema e escoriações na região de tração; pontos de rarefação capilar na região frontal; a fixação do entrelace já dependia apenas de uma pequena porção de fios na região do vértice, porque a frontal não tinha mais fios suficientes para sustentar o peso; dermatite de contato pelo atrito do tecido da base com a pele, agravada pela ausência de higienização correta e frequente.
Estratégia que adotei: retirada completa do entrelace, com indicação de uma prótese capilar removível para permitir a regeneração da pele, associada ao tratamento de terapias regenerativas na clínica e produtos para desinflamar e estimular o crescimento do maior número possível de fios.
Acompanhamento e período: acompanhamento contínuo ao longo de um ano e meio.
Evolução que observei: ao final do primeiro ano, os resultados de recuperação foram muito além do que eu esperava. Mas o desejo por um cabelo mais pesado e com muito mais volume do que o natural da paciente levou-a a retornar ao entrelace — e o quadro voltou à estaca zero.
Reflexão: esse caso carrego comigo como um lembrete de que, na busca por uma identidade estética, é possível acabar comprometendo a própria saúde que sustenta essa identidade.
Aviso: caso anonimizado, relatado com autorização da paciente. Não há garantia de resultado — cada caso responde de forma individual.
